sexta-feira, 2 de junho de 2017

O passado nos assombra novamente.

Antes de começar esse assunto, gostaria de ressaltar que apesar de ser corintiano - e não gostar do Romero -, vou "tentar" ser parcial.

Desde 2011, o Corinthians em  todos os anos - exceto 2012 e 13 - vem sofrendo incansáveis desmanches, e por incrível que pareça, não abalou o restante do ano de 2015. Porém, em 2016, mostrou que não é uma regra, esse raio se cansou de cair no mesmo lugar.

Comecemos:

2011 - Após aquela inesquecível e importante derrota para o Tolima, nem o mais fanático louco, previa o começo de tudo. Perdemos, após a eliminação, Ronaldo e Roberto Carlos. Não eram mais os jogadores que encantavam o mundo com suas pernas, mas não deixavam de ser Ronaldo e Roberto Carlos.

Começamos o Brasileiro daquele ano com inacreditáveis 8 vitórias e 1 empate - depois oscilamos do que começo ao fim-. Esse começo punk nos consagrou campeão brasileiro. Louco, né? Se liga no time que entrou em campo contra o Palmeiras:

Julio Cesar (Tem muito meu respeito), Alessandro (capitão e hoje dirigente corintiano), Paulo André, Castan e Fábio Santos; Wallace, Paulinho, Alex e Jorge Henrique; Willian e Liedson. TITE !!!

Analisando peça por peça, não é time pra ser campeão brasileiro; no máximo pra zona de classificação pra liberta. Mas o espirito alvinegro é outra parada, tá ligado.

2012 e 2013 é a exceção da regra, o time sobrou nesses anos.

2014 - Sofremos a grande perda, e mais importante pra 2015 ser glorioso: Tite.
Eu gosto do Mano, mas não tem comparação. Aquele Corinthians jogou boas partidas, mas nada pra nos empolgar. Vai, confesso, até empolgou na Copa do Brasil, mas
após ganhar do galo mineiro por 2 tentos, em São Paulo, e abrir 1 tento em Minas, conseguimos, por arrogância do Mano, sofrer aquela épica virada.

2015 - Ahh, 2015, que saudades. Roberto de Andrade é novo presidente. Ele não gostava do Mano, e não renovou - confesso que apesar do comentário anterior, não queria o Mano fora. Veio Tite. Mas qual Tite? O de 2011, 12, campeão de tudo, ou, o empaTite?

Veio O TITE !

Mas antes de se tornar o maior de todos os tempos, não só por glórias - mas por jogar em nível europeu -, veio o segundo vexame: Guarani do Paraguai, Eu, desprovido de superstições, imaginei: "HAHAHA, de novo não, não é possível". E foi. Campeão brasileiro, jogando o melhor futebol que eu, com 22 anos na época, tinha visto o timão jogar. JOGOU MUITO !

Beleza, esse foi um comentário pegada Star Wars ! Por quê ?

Antes disso tudo, sofremos o que eu achava ser o maior desmanche possível. Perdemos Guerrero - melhor jogador de 2014 e herói do Mundial, Sheik - herói daquela libertadores pelo futebol e outros quesitos, Fábio Santos - lateral muito regular, mas não melhor do que Uendel - e Petros - um reserva de luxo.

Agora entendeu o abacaxi que o Adenor descascou ? Mas, se liga nessa seleção dos improváveis:

Cássio, Fágner, Gil, Felipe e Uendel; Ralf, Elias, Jadson, Renato Augusto e Malcom; Love.

O final de 2015 me deixou muito ansioso pra 2016. ERA O NOSSO ANO. Criou um certo remake de 2011/2012.

Infelizmente essa ansiedade se foi, drasticamente, em janeiro de 2016.

2016 - Mano, esse ano foi tenso ! Caralho, foi muito tenso !

Perdemos 8 jogadores titulares - uns no começo, outros no meio de ano. A China nos fodeu, sem camisinha e lubrificante. 1 minuto de silêncio pela nona e mais importante perda: ..Tite - esse pra unanimidade brasileira.

Apesar de alguns apontarem a culpa ao Roberto, eu não aponto. Aponto sim, pro mandatário anterior, por ter feito contratos mixurucas com esses jogadores - pelo baixo percentual de cada jogador, e valor de multa irrisório pro padrão europeu e depois, chinês.

DT, vieram Cristovão Borges - linha alta e ofensividade com um time acostumado a jogar com os 11 atrás da linha da bola, claro que não daria certo -; por um curto período, Carille; e o coitado e sonhador de que daria tudo certo, Oswaldo de Oliveira. Não deu.

Diferente do remake que tive de 2011/2012, dessa vez, tive de 2006/2007.

Mas, logo após a diretoria composta por Didi, Dedé, Muçum e Zacarias, ter cometido esses erros, acertarem quase sem querer - afinal, tentou todos os técnicos promissores naquele tempo: Guto, Eduardo Baptista e Roger -, e nenhum veio, Amém, deu certo. Só restou uma excelente alternativa: Carille, O novo Tite - exagerado -. Ele  resgatou aquele Corinthians que estamos acostumados: Triangulações, chegada de homens surpresas, e alto poder de marcação - não faltoso, o que o torna mais eficiente.

Mas lá vem o monstro da reformulação... Hoje, 02 de Junho, leio notícias de que podemos perder até quatro jogadores da equipe titular: Balbuena - o mais fácil de repor -, Arana - melhor lateral jogando no Brasil -, Rodriguinho - disparado melhor jogador da equipe - e Fágner - lateral de seleção, remanescente de 2015. É, meus amigos, esse longo texto foi pra mostrar que estou com o C* na mão novamente.

Esperemos o próximo capitulo.



Eu escrevi este péssimo texto ouvindo o álbum 'Eletromod" da Cachorro Grande, uma banda gaucha que faz o extinto rock'n'roll. Super indico !!!

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