sexta-feira, 7 de julho de 2017

Sacanagem em Chapecó.






Eu fiquei um bom tempo sem escrever, pois estava esperando a romântica inspiração. Mas uma amiga me disse isso é bobagem, vindo de uma pessoa que quer cursar jornalismo no próximo ano.

Vamos lá !

Nesse meio tempo aconteceram muitas coisas: Demissão do Ceni; derrota do Palmeiras - que particularmente me deixa feliz-; Corinthians se confirma mais ainda na liderança - na vitória contra Grêmio e Botafogo-; o time da estrela solitária mostra que é um time de guerreiros - e seu técnico é um verdadeiro Leonidas-; e a injusta demissão do Mancini.

Mas um dos acontecimentos que citei acima, me deixou muito irritado: a demissão de Vágner Mancini.


Juro que estou tentando entender a lógica dessa demissão.

Ano passado, o Brasil inteiro viu a maior tragédia no âmbito esportivo acontecer com a Chapecoense: o avião da equipe catarinense caiu, e isso resultou na morte de quase todos os jogadores da equipe. Aquele time que estava na final da Copa Sul Americana não conseguiu chegar ao seu apogeu.

O Brasil se sensibilizou. Times do mundo inteiro - como Barcelona e Real Madrid - ofereceram ajuda financeira. Times nacionais ofereceram jogadores.

A palavra era reformulação - no meio de tanta tragédia, tinha que ligar o "vida que segue": Muito difícil.

Passos para a vida seguir:

1º- Contratar um treinador competente.

2º- Formar um time para ao menos se manter na elite do campenato brasileiro.

3º- Colocar os dois passos anteriores em prática.

E isso estava acontecendo...

O verdão do Oeste foi campeão catarinense; classificou pra fase do mata-mata na Libertadores - porém, foi desclassificada pelos tribunais, por um erro da diretoria, que permitiu a escalação de  um jogador irregularmente; e começou o campeonato brasileiro bem, chegando inclusive, na liderança. Isso tudo com um time que foi montado em apenas seis meses.

Ótima campanha, certo?

Bom, segundo a diretoria, não !

Demitiram Mancini !

Pois o treinador tem um estilo muito ofensivo, e isso resulta em tomar muitos gols em alguns jogos. Porém o time marcava muitos gols, chegando num equilíbrio. Vou dar um exemplo: no jogo que resultou na demissão do comandante, o time de chapecó empatou em 3 a 3 com o Fluminense - detalhe: no Rio de Janeiro, casa dos caras-. Tomou 3 gols, mas fez 3 gols. Era um time que independente do adversário, buscava a vitória, não se apequenava.

Hoje pela manhã, contrataram Vinicius Eutrópio: velho conhecido da torcida.
Vai dar certo?
Pode ser. Afinal ele pegará um time, que graças ao Mancini, está arrumado.


Obs: o Brasil está perdendo seu DNA, segundo Roberto Avallone: Deixando de jogar ofensivamente.
Na seleção, os três últimos treinadores vem da escola gaúcha - uma escola que presa pela defesa acima de tudo. Isso fez com que tenhamos mentalidade defensiva acima de tudo, esquecendo até da característica dos times. Exemplo:

Corinthians tem um time com DNA defensivo, por isso joga defensivamente. Já o Fluminense, tem 2 pontas velozes, atacante goleador, meias criativos.. Seria estranho ver o Flu jogando com os 11 atrás. Ainda bem que o Abel tem peito pra assumir essa característica. O Mancini também teve, mas esse, a diretoria maltratou.

Fim.

Escrevi esse texto escutando Seassick Steve, um caipira norte americano muito pedreirão. Sensacional. Recomendo.




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